Quem paga infiltração no último andar depende de onde a água entra: se vem da laje de cobertura, que é área comum, em regra o condomínio paga. Se vem de uma cobertura privativa, de uso exclusivo de um morador, ou de um cano que atende só uma unidade, a conta tende a ser de quem usa. Por isso o diagnóstico da origem vem antes da discussão sobre quem paga.
Resumo
A laje de cobertura comum, a caixa d'água, as calhas e a prumada são partes comuns: o reparo e o dano causado por elas costumam ser do condomínio.
Terraço de cobertura de uso exclusivo segue a regra do Código Civil de que a despesa de área comum de uso exclusivo é de quem se serve dela.
A convenção do condomínio pode detalhar a divisão, então ela e a administradora devem ser consultadas antes de decidir.
Sem laudo da origem, a discussão vira opinião contra opinião; com relatório com fotos, a assembleia decide com base em fato.
A regra geral: quem cuida da origem paga o reparo
A regra geral é que paga quem é responsável pela parte do prédio de onde a água sai. Isso vale para o conserto da origem e, em geral, para o dano causado no apartamento atingido.
O Código Civil divide o prédio em partes exclusivas, que são as unidades, e partes comuns, como estrutura, telhado, laje de cobertura e redes gerais (art. 1.331). Ele também atribui ao síndico a tarefa de cuidar da conservação das partes comuns (art. 1.348). Já a despesa de uma parte comum usada só por um ou alguns condôminos fica com quem se serve dela (art. 1.340).
No último andar, a pergunta prática é uma só: a água vem de cima, de uma área do condomínio, ou de algo que pertence ou serve a uma unidade? A convenção do condomínio pode detalhar casos específicos, por isso leia o texto dela com a administradora antes de fechar a posição.
Quem paga, conforme a origem da água
A tabela resume a responsabilidade mais comum para cada origem de infiltração no último andar. Ela é uma orientação geral e não substitui a leitura da convenção nem uma consulta jurídica.
Origem da água
Tipo de área
Quem costuma pagar
Ponto de atenção
Laje de cobertura comum, sem acesso de morador
Comum
Condomínio
Inclui o dano no teto do apartamento
Calha, rufo ou telhado do prédio
Comum
Condomínio
Verificar se a falha é de manutenção
Caixa d'água ou barrilete na cobertura
Comum
Condomínio
Vazamento contínuo, mesmo na seca
Prumada ou coluna geral
Comum
Condomínio
Tubo que atende várias unidades
Ramal de água ou esgoto da própria unidade
Exclusiva
Morador dono do ramal
Trecho depois do registro da unidade
Terraço de cobertura de uso exclusivo
Comum de uso exclusivo ou exclusiva, conforme a matrícula
Em regra, o morador que usa
Obras do morador, como piscina ou piso novo, pesam na conta
A cobertura privativa é o caso que mais gera conflito, porque a laje é estrutura do prédio, mas só um morador usa a área de cima. A resposta depende da matrícula do imóvel, da convenção e do que causou a falha.
Primeiro, veja o que diz a matrícula
Se o terraço faz parte da unidade na matrícula, a impermeabilização dele tende a ser do proprietário. Se é área comum cedida para uso exclusivo, a despesa costuma seguir o art. 1.340, ou seja, também fica com quem usa, salvo regra diferente na convenção.
Depois, veja se houve obra do morador
Piscina, jardineira, churrasqueira, troca de piso ou furos para toldo podem romper a impermeabilização original. Nessas situações, a responsabilidade pelo dano pende para quem fez a obra. A NBR 16280, norma de reformas em edificações, exige que obras em unidades sejam comunicadas ao condomínio com plano e responsável técnico, e esse registro ajuda a esclarecer o que mudou na laje.
Roteiro do síndico quando o último andar reclama
O síndico deve agir rápido e documentar cada passo, mesmo antes de saber quem paga. Esse roteiro protege o condomínio e o morador.
Registre a reclamação por escrito, com data, fotos do teto e descrição de quando a água aparece.
Vistorie a cobertura e o apartamento atingido no mesmo dia, se possível depois de uma chuva.
Separe chuva de cano. Mancha que cresce na seca indica tubulação; mancha que piora com chuva indica laje, calha ou rufo.
Contrate o diagnóstico da origem, com relatório e fotos, antes de qualquer obra.
Leia a convenção com a administradora e defina a responsabilidade com base no relatório.
Peça propostas comparáveis e leve à assembleia, quando a obra for do condomínio.
Enquanto a responsabilidade não é definida, medidas de contenção não devem esperar. Limpar ralos e calhas da cobertura, desligar a energia de luminárias molhadas e proteger móveis do apartamento atingido evitam que o dano cresça e que a conta final fique maior para quem vier a pagar.
Quando a mancha indica cano, a localização do vazamento é feita pela equipe de caça vazamento do site irmão, que também trata da questão de quem paga em vazamentos de tubulação.
Que documentos encerram a discussão
Os documentos que encerram a discussão são os que mostram a origem com fotos e datas. Sem eles, morador e condomínio ficam presos em versões diferentes.
Relatório de diagnóstico com fotos da origem e do caminho da água.
Resultado do teste de estanqueidade de 72 horas na laje, quando feito.
Histórico de manutenção da cobertura, exigido pelo plano previsto na NBR 5674.
Comunicações de obra da unidade de cobertura, conforme a NBR 16280.
ART da obra de impermeabilização, que registra o responsável técnico pelo serviço.
Depois de definir quem paga: como contratar a obra
Definida a responsabilidade, a obra deve ser contratada com proposta detalhada e comparável. Isso vale tanto para o condomínio quanto para o morador da cobertura.
Perguntas frequentes sobre quem paga infiltração no último andar
A infiltração no último andar é responsabilidade do condomínio?
Quando a água vem da laje de cobertura comum, da calha, do telhado ou da caixa d'água, em regra sim. Se vem de área de uso exclusivo ou de cano da própria unidade, a responsabilidade muda.
Quem paga a impermeabilização do terraço de cobertura?
Em regra, o morador que usa o terraço com exclusividade, pela regra do art. 1.340 do Código Civil ou porque o terraço é parte da unidade. A convenção pode trazer regra diferente.
O condomínio paga o conserto do teto do apartamento?
Se a origem da água é uma área comum, o condomínio costuma responder também pelo dano no apartamento, como forro e pintura. Por isso o relatório da origem é importante.
O síndico pode fazer a obra sem assembleia?
Reparos urgentes de conservação das partes comuns cabem ao síndico. Obras maiores costumam seguir o que a convenção prevê sobre aprovação em assembleia.
A Hidequel faz o diagnóstico para definir a origem?
Sim. A equipe confirma de onde vem a água e entrega relatório com fotos para o conselho. Se for preciso ir ao local, a visita tem taxa mínima, abatida do serviço se o condomínio fechar.
Peça a proposta para a cobertura do prédio com relatório pronto para a assembleia
Envie fotos da laje de cobertura e do teto manchado. A Hidequel confirma a origem, separa o que é área comum e o que é privativo e entrega proposta com teste de 72 horas, ART e garantia de 5 anos por escrito. Se preferir, use o formulário para pedir orçamento impermeabilização SP.
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